Fonte de Jacó
Como é que tu me darás água se nem sequer tens um balde?

03 Março, 2009

Economia e Cristianismo

Já há bastante tempo que este blogue anda silencioso. Numa tentativa se o reanimar (e optando pela saída mais simples, o cut & paste), deixo aqui uma citação e o link para uma notícia sobre uma eventual nova encíclica, sobre questões sociais, que aliás cai em boa altura, com todas as nefastas consequências que se conhecem.

"Thieves respect property. They merely wish the property to become their property that they may more perfectly respect it."
G.K. Chesterton

Para além da notícia da nova encíclica, o texto apresenta uma resenha de algum pensamento social cristão, incluindo o de C. K. Chesterton, escritor inglês.



We also note the contribution of Gilbert Keith Chesterton (1874-1936, photo left), one of the most influential English writers of the 20th century. Chesterton championed the economic theory of "Distributism." Distributism is a "third-way" economic philosophy (between or beyond capitalism and communism/socialism) formulated primarily by Chesterton and his friend, Hilaire Belloc, to apply the principles of Catholic social teaching in the early 20th century.

According to distributism, the ownership of the means of production should be spread as widely as possible among the general populace, rather than being centralized under the control of the state (indirect socialism) or a few large businesses or wealthy private individuals (capitalism). A summary of distributism is found in Chesterton's statement: "Too much capitalism does not mean too many capitalists, but too few capitalists."

While socialism allows no individuals to own productive property (it all being under state, community, or workers' control), and capitalism allows only a few to own it, distributism seeks to ensure that most people will become owners of productive property.

Confesso que não gostaria de fazer do Papa o assunto central deste blogue, mas a verdade é que ele se tem esforçado, ultimamente, por aparecer nas notícias.

20 Outubro, 2008

A vinha do senhor?

O Fonte de Jacó teve acesso a fotos exclusivas do Papa, incógnito, numa sua actividade de lazer. :-)


28 Setembro, 2008

Encontro de homossexuais cristãos

Não tem sido demasiado falado, mas está a decorrer um encontro ibérico, em Évora, de organizações cristãs que reflectem sobre o problema de se ser homossexual e cristão. É claro que ninguém da hierarquia portugesa quis participar ou mesmo visitar, sabemos notícias pelos meios de comunicação não religiosos: DN, Público e RTP. A Renascença dedica-lhes uma notícia, em que até pede opinião ao Pe. Jorge Cunha, teólogo do Porto. Este sugere "benevolência", o que, sendo paternalista, é um ténue princípio de diálogo e de não-discriminação, dado o catecismo e a hierarquia que temos.

De resto, podem pequisar à vontade na agência católica oficial, a Ecclesia. Falar deste encontro seria admitir a existência de homossexuais católicos.

Adenda: soube hoje (29/Set) que a Renascença vai fazer uma cobertura extensa do evento.

Ano de S Paulo

Anselmo Borges, na sua coluna dominical, cita talvez a principal afirmação de S Paulo, que viria a ser retomada por vários cristãos ao longo do tempo: a pessoa humana é justificada (tornada justa, salva, se se quiser) pela fé, e não por qualquer obra, ritual ou pertença a uma organização religiosa. Esses virão no seguimento da experiência fundadora.

E qual foi a sua experiência radical? Deus ressuscitou Jesus, o crucificado, mostrando desse modo que é um Deus de vivos e não de mortos, que não faz acepção de pessoas, que olha para a pessoa enquanto pessoa, independentemente das suas qualidades. Diante de Deus, todos os seres humanos valem como pessoas radicalmente iguais. Então, o que justifica o Homem não são as obras da Lei judaica - a circuncisão ou os rituais religiosos exteriores e os tabus alimentares. Também não é a Filosofia que o justifica - e Paulo conhecia bem nomeadamente a filosofia estóica -, porque a Filosofia põe as perguntas últimas, mas não tem resposta plena para elas. Como escreverá na Carta aos Romanos, "o Homem é justificado pela fé".

Como diz o teólogo D. Marguerat, a descoberta de Paulo é a da "pura gratuitidade da graça". Nada se entende do pensamento de Paulo (Saulo é o nome aramaico de Paulo, nascido em Tarso, na actual Turquia), se não se compreender como ele "dinamitou" a imagem de Deus. Via-o omnipotente, e agora vê-o a actuar na extrema fragilidade. Pensava que era um tirano, e "descobre-o solidário". Pensava que estava longe, e "vê-o presente em todo o sofrimento". "Deus só se deixa descobrir por aqueles que abandonam o imaginário do deus despótico e se deixam 'justificar', isto é, acolher, tendo como base apenas a sua confiança nele."

25 Setembro, 2008

Crimes sexuais os Estados Unidos

13 Setembro, 2008

Confissão electrónica

Com a falta de vocações…



30 Julho, 2008

Nos 40 anos da Humanæ Vitæ (3/3)

Na sequência da carta aberta dos Catholics for Choice, publicada no Corriere della Sera, o Vaticano reagiu com grande celeridade. O nível da resposta é tal que chega a pôr em causa a origem do dinheiro que pagou o anúncio, dando a entender que poderia vir de fabricantes de preservativos. Aqui fica um apanhado dos recentes eventos.

CFC recently published an open letter to the pope, co-signed by more than 50 progressive Catholic organisations, on the subject of the ban and the 40th anniversary of the Vatican encyclical Humanae Vitae.

In a highly unusual move, the Vatican responded to the open letter. Noi Siamo Chiesa (We Are Church - Italy) issued a statement, commenting on the Vatican's response, as did CFC.

If you are looking for background and analysis of Humanae Vitae, you may find CFC's report Truth & Consequence to be helpful, as well as CFC's series of podcasts of noted theologians speaking on the topic. All of these items can be found on CFC's website at www.catholicsforchoice.org.


Podem ver-se várias noícias sobre o assunto, em jornais de vários países, em http://del.icio.us/imwac

28 Julho, 2008

Humoristas Americanos (2/2)

Desta vez, Tom Lehrer, um humorista dos tempos da Guerra Fria e do Concílio Vaticano II, que, ao saber que se podia usar música popular nas missas, resolveu contribuir... com um rag.